{"id":13913,"date":"2023-12-11T15:50:33","date_gmt":"2023-12-11T14:50:33","guid":{"rendered":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/article\/no-ponto-zero-da-seca-na-catalunha-o-seu-reservatorio-tem-agua-suficiente-para-oito-meses-e-muito-preocupante\/"},"modified":"2024-09-06T16:43:19","modified_gmt":"2024-09-06T14:43:19","slug":"no-ponto-zero-da-seca-na-catalunha-o-seu-reservatorio-tem-agua-suficiente-para-oito-meses-e-muito-preocupante","status":"publish","type":"article","link":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/article\/no-ponto-zero-da-seca-na-catalunha-o-seu-reservatorio-tem-agua-suficiente-para-oito-meses-e-muito-preocupante\/","title":{"rendered":"No ponto zero da seca na Catalunha, o seu reservat\u00f3rio tem \u00e1gua suficiente para oito meses: &#8220;\u00c9 muito preocupante&#8221;."},"content":{"rendered":"\n<p>Pau Rodr\u00edguez<\/p>\n\n<p>Nos 34 anos em que Toni Quintana trabalha nas suas terras, n\u00e3o se lembra de uma seca como esta. Nesta altura, os seus 55 hectares de terra deveriam estar cobertos de cereais, a cultura de inverno, mas sem chuva quase nada cresce. &#8220;Estamos a deitar dinheiro fora&#8221;, lamenta, encostado a uma vala vazia. A \u00e1gua corre normalmente por esta vala na primavera, quando a barragem de Darnius abre as suas comportas para irrigar generosamente milhares de hectares na regi\u00e3o de Alt Empord\u00e0, em Girona. Mas atualmente essa imagem parece pertencer ao passado.  <\/p>\n\n<p>O Alt Empord\u00e0 \u00e9 o ponto de partida para a <a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/catalunya\/catalunya-sufre-mayor-sequia-historia-lluvias-vista_1_10691262.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pior seca que a Catalunha conheceu em toda a sua hist\u00f3ria<\/a>. Ap\u00f3s tr\u00eas anos de escassa pluviosidade, e com os reservat\u00f3rios a 17,7% da sua capacidade, a Generalitat assume que, em dezembro, ter\u00e1 de declarar oficialmente uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia e refor\u00e7ar as restri\u00e7\u00f5es para a maioria da popula\u00e7\u00e3o catal\u00e3, incluindo a \u00c1rea Metropolitana de Barcelona (AMB).<\/p>\n\n<p>Enquanto o pior cen\u00e1rio est\u00e1 a ser preparado e o porto da capital catal\u00e3 se adapta \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/catalunya\/catalunya-prepara-traer-agua-barcos-si-sequia-no-remite_1_10707504.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">possibilidade de trazer \u00e1gua em cami\u00f5es-cisterna<\/a>, cerca de 140 000 catal\u00e3es <a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/catalunya\/catalunya-amplia-36-municipios-emergencia-sequia_1_10526171.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">j\u00e1<\/a> est\u00e3o a <a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/catalunya\/catalunya-amplia-36-municipios-emergencia-sequia_1_10526171.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">viver esta fase de alerta m\u00e1ximo devido \u00e0 falta de reservas<\/a>. Esta situa\u00e7\u00e3o afecta principalmente os habitantes de 34 munic\u00edpios desta regi\u00e3o nordeste de Girona, que dependem do aqu\u00edfero dos rios Fluvi\u00e0 e Muga e, sobretudo, da barragem de Darnius, que se encontra a 14% da sua capacidade. N\u00e3o \u00e9 toda a regi\u00e3o, mas \u00e9 onde se concentram os maiores centros populacionais.<\/p>\n\n<p>A \u00e1gua de ambos os rios abastece cidades como Figueres e cidades costeiras como Roses e Castell\u00f3 d&#8217;Emp\u00faries. De acordo com as previs\u00f5es da Ag\u00eancia Catal\u00e3 da \u00c1gua (ACA), a barragem disp\u00f5e de reservas para apenas oito a dez meses, desde que seja respeitado o limite m\u00e1ximo de despesa por habitante decretado. Um limiar de 200 litros por pessoa por dia, que, no entanto &#8211; com os \u00faltimos dados de outubro, o primeiro m\u00eas das restri\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia &#8211; foi ultrapassado por 16 dos 34 munic\u00edpios em risco.<\/p>\n\n<iframe title=\"Que quantidade de \u00e1gua consomem os munic\u00edpios em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia?\" aria-label=\"Mapa\" id=\"datawrapper-chart-lpD22\" src=\"https:\/\/datawrapper.dwcdn.net\/lpD22\/1\/\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"width: 0; min-width: 100% !important; border: none;\" height=\"821\" data-external=\"1\"><\/iframe>\n\n<p>Embora n\u00e3o haja cortes de \u00e1gua para as fam\u00edlias &#8211; uma restri\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a ser sentida em cerca de 70 outras cidades catal\u00e3s, por diferentes raz\u00f5es &#8211; algumas cidades de Alt Empord\u00e0 come\u00e7aram a reduzir a press\u00e3o nas torneiras. As fontes est\u00e3o fechadas, os jardins n\u00e3o podem ser regados e as piscinas n\u00e3o podem ser enchidas, o consumo industrial deve ser reduzido em 25% e a irriga\u00e7\u00e3o agr\u00edcola foi totalmente abolida.<\/p>\n\n<p>Alguns presidentes de c\u00e2mara est\u00e3o alarmados porque n\u00e3o sabem o que acontecer\u00e1 se n\u00e3o chover nos pr\u00f3ximos meses, sobretudo nas cidades que vivem do turismo e que v\u00eaem em perigo uma campanha que salvaram por um triz em 2023.  <\/p>\n\n<p>&#8220;Estamos muito preocupados porque n\u00e3o sabemos qual \u00e9 o plano B&#8221;, diz Llu\u00eds Espadas, conselheiro do ambiente de Roses. O munic\u00edpio tem 20.000 habitantes, mas no ver\u00e3o atinge uma popula\u00e7\u00e3o flutuante de quase 100.000 pessoas. Em Castell\u00f3 podem chegar aos 75.000. &#8220;Isto n\u00e3o se resolve com quatro cami\u00f5es-cisterna, estamos a falar de um volume muito grande&#8221;, acrescenta.  <\/p>\n\n<p>A ACA recorda que o Plano de Seca continuar\u00e1 a ser aplicado, o que, em caso de emerg\u00eancia &#8220;extrema&#8221;, obrigaria a uma redu\u00e7\u00e3o do consumo m\u00e9dio para 160 litros por habitante e por dia. De momento, o transporte de \u00e1gua por barco para o Alt Empord\u00e0 est\u00e1 fora de quest\u00e3o. &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o de alguns po\u00e7os que foram constru\u00eddos durante a \u00faltima seca ou a abertura de novos po\u00e7os est\u00e1 a ser considerada&#8221;, afirmam. S\u00f3 para furos de \u00e1gua subterr\u00e2nea, acrescenta a ACA, est\u00e3o previstos 10 milh\u00f5es de euros, para al\u00e9m de 50 milh\u00f5es de euros para outras infra-estruturas destinadas a melhorar o abastecimento de \u00e1gua.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Agricultores ficam sem \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n<p>&#8220;N\u00f3s, agricultores, somos os primeiros a ser atingidos pela seca e os \u00faltimos a receber aten\u00e7\u00e3o das administra\u00e7\u00f5es&#8221;, lamenta Quintana. \u00c9 vice-presidente da comunidade de regantes da margem direita do rio Muga. Em ambos os lados do leito do rio existem cerca de 4 500 hectares de terras ar\u00e1veis, que s\u00e3o normalmente inundadas com \u00e1gua no ver\u00e3o, a esta\u00e7\u00e3o mais importante, para irrigar a luzerna e o milho. Esta produ\u00e7\u00e3o \u00e9 depois convertida em alimentos para o gado local. &#8220;\u00c9 o que acontece desde a abertura da barragem em 1969&#8221;, explica Quintana.  <\/p>\n\n<p>A paisagem da zona mudou nos \u00faltimos dois Ver\u00f5es. O milho e a luzerna j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o abundantes. A seca obrigou a reduzir a irriga\u00e7\u00e3o para 60% da superf\u00edcie em 2022 e para 20% em 2023. Em 2024, se n\u00e3o chover, n\u00e3o haver\u00e1 uma gota de \u00e1gua a correr nas valas de irriga\u00e7\u00e3o. &#8220;Vamos plantar cereais e o pouco que colhermos ser\u00e1 para o nosso pr\u00f3prio gado&#8221;, diz Quintana, que tem cerca de 150 vacas que s\u00e3o agora a sua &#8220;salva\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica&#8221;.<\/p>\n\n<p>Mas a sua principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra. &#8220;Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua debaixo do solo&#8221;, diz. Os seus dois po\u00e7os secaram. &#8220;\u00c9 muito grave, estamos assustados&#8221;, avisa o agricultor.  <\/p>\n\n<p>Aos 65 anos, Quintana reconhece que o modelo agr\u00edcola da regi\u00e3o, baseado na irriga\u00e7\u00e3o dos campos por &#8220;gotejamento&#8221;, pode n\u00e3o ser sustent\u00e1vel no futuro. Numa regi\u00e3o seca, onde o vento sopra, com uma bacia muito pequena &#8211; a do Muga &#8211; e sem montanhas altas para a neve, a \u00e1gua nunca foi abundante. Para al\u00e9m disso, existem grandes consumidores, como o turismo e as numerosas explora\u00e7\u00f5es de su\u00ednos em grande escala.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m disso, a emerg\u00eancia clim\u00e1tica amea\u00e7a agravar e prolongar as secas. &#8220;Tudo muda neste mundo e \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar com a rega gota a gota ou com a rega por aspers\u00e3o&#8221;, afirma. Para al\u00e9m das inova\u00e7\u00f5es, Quintana aponta o dedo \u00e0 administra\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ter realizado muitos dos investimentos prometidos em 2008, ap\u00f3s a \u00faltima grande seca.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Um olhar sobre os jardins e o turismo<\/h3>\n\n<p>Sem cortes na \u00e1gua da torneira, a vida em Alt Empord\u00e0, em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia por seca, prossegue sem perturbar a vida quotidiana da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;As restri\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o sentidas a n\u00edvel social e individual, pelo que muitas pessoas fazem o que querem; se querem regar o jardim, regam-no. N\u00e3o h\u00e1 uma fiscaliza\u00e7\u00e3o efectiva&#8221;, critica Arnau Lagresa. Ge\u00f3grafo de profiss\u00e3o, este habitante de Figueres \u00e9 porta-voz da organiza\u00e7\u00e3o naturalista Iaeden, que considera &#8220;insuficientes&#8221; as medidas actuais para atenuar a seca. Prova disso \u00e9 que 16 dos 34 munic\u00edpios n\u00e3o cumpriram os limites estabelecidos (e outros 9 n\u00e3o forneceram quaisquer dados).  <\/p>\n\n<p>Sobre esta quest\u00e3o, fontes da ACA explicam que est\u00e3o a fazer um &#8220;acompanhamento individualizado&#8221; dos consumos municipais e que, numa primeira fase, preferem recorrer a injun\u00e7\u00f5es em vez de multas. At\u00e9 \u00e0 data, n\u00e3o foi aberto qualquer processo sancionat\u00f3rio contra nenhuma das c\u00e2maras municipais das localidades que ultrapassam o limiar. &#8220;Mas poder\u00e3o ser iniciadas nas pr\u00f3ximas semanas&#8221;, alertam.<\/p>\n\n<p>Como o limite m\u00e1ximo \u00e9 uma m\u00e9dia de 200 litros por habitante e por dia, alguns munic\u00edpios disparam por albergarem infra-estruturas importantes &#8211; um exemplo \u00e9 a cidade de Llers, que alberga a pris\u00e3o da prov\u00edncia de Girona. A maioria dos destinos tur\u00edsticos tamb\u00e9m se encontra acima do n\u00edvel permitido, embora, de momento, n\u00e3o existam dados que permitam distinguir as utiliza\u00e7\u00f5es deste sector das utiliza\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, o que tem suscitado queixas por parte de organiza\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n\n<p>Entre os que duplicam o consumo permitido encontra-se Perelada, que com os seus 1.800 habitantes alberga o n\u00facleo do imp\u00e9rio da fam\u00edlia Suqu\u00e9 Mateu: o Castell de Perelada com o seu casino, a nov\u00edssima adega de 18.000 m2 e o Clube de Golfe em cujo complexo existe uma urbaniza\u00e7\u00e3o de dezenas de moradias.  <\/p>\n\n<p>Por isso, todas as aten\u00e7\u00f5es se voltaram para este munic\u00edpio quando se souberam dos excessos de consumo de \u00e1gua durante a seca. No entanto, o seu presidente da C\u00e2mara, Miquel Brugat, de Junts, nega-o e afirma mesmo que a Ag\u00eancia Catal\u00e3 da \u00c1gua os &#8220;criminalizou&#8221;, utilizando-os como exemplo de incumprimento.<\/p>\n\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m nos chamou para conhecer a realidade do concelho&#8221;, diz o vereador, que afirma que o consumo pode dever-se a estrangeiros que t\u00eam a sua segunda casa em Perelada ou a reformados que vivem na vila mas n\u00e3o s\u00e3o recenseados e alteram a m\u00e9dia. Acrescenta que o campo de golfe \u00e9 irrigado com \u00e1gua recuperada.<\/p>\n\n<p>A ACA organizou uma reuni\u00e3o com os conselhos municipais em meados de novembro, mas Brugat considera-a insuficiente para abordar a casu\u00edstica de cada cidade. A n\u00edvel municipal, este autarca garante que est\u00e3o a ser cumpridas todas as proibi\u00e7\u00f5es. Mas o que acontece em cada casa, diz ele, n\u00e3o pode controlar.<\/p>\n\n<p>&#8220;N\u00e3o est\u00e1 a ser fiscalizado, nem o ser\u00e1, porque n\u00e3o temos meios para o fazer. Se a Generalitat quiser ajudar-nos com inspectores, que venham e n\u00f3s damos-lhes um mapa da cidade&#8221;, declara o conselheiro, visivelmente irritado. &#8220;Querem que eu v\u00e1 ver se est\u00e3o a regar os jardins \u00e0s quatro da manh\u00e3 &#8211; um vereador?  <\/p>\n\n<p>Para as organiza\u00e7\u00f5es naturalistas, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que os excessos em munic\u00edpios como Peralada prov\u00eam da irriga\u00e7\u00e3o de jardins. &#8220;Obviamente, n\u00e3o podemos dizer se \u00e9 devido a um chal\u00e9 ou a um casino, mas o que sabemos \u00e9 que as cidades com maior consumo s\u00e3o cidades tur\u00edsticas e com rendimentos per capita muito elevados&#8221;, diz Lagresa.  <\/p>\n\n<p>Perelada pertence aos munic\u00edpios que captam \u00e1gua do aqu\u00edfero dos rios Muga e Fluvi\u00e0, e n\u00e3o da barragem. Se antes extra\u00edam \u00e1gua a uma profundidade de seis metros, hoje extraem-na a uma profundidade de 15 metros. E, no entanto, podem sentir-se com sorte, uma vez que quase toda a regi\u00e3o \u00e9 uma zona vulner\u00e1vel \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por nitratos. Em 10 dos 24 pontos de monitoriza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas, a \u00e1gua \u00e9 impr\u00f3pria para consumo humano devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por chorume, principalmente proveniente de explora\u00e7\u00f5es suin\u00edcolas.  <\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&#8220;N\u00e3o pode ser que toda a Empord\u00e0 dependa da barragem&#8221;.<\/h3>\n\n<p>A vinte quil\u00f3metros de Perelada, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 costa, a C\u00e2mara Municipal de Rosas tamb\u00e9m olha para o c\u00e9u com ang\u00fastia. No seu caso, afirmam que est\u00e3o a tentar controlar o consumo dom\u00e9stico atrav\u00e9s de contadores. &#8220;Detect\u00e1mos alguns excessos e estamos a ponderar a aplica\u00e7\u00e3o de multas&#8221;, afirma o conselheiro Llu\u00eds Espadas. Em outubro, a cidade registou 221 litros por habitante e por dia, ainda acima do n\u00edvel permitido. Al\u00e9m disso, explicam que pediram um plano de poupan\u00e7a aos &#8220;grandes consumidores&#8221;: hot\u00e9is, clubes n\u00e1uticos e parques aqu\u00e1ticos.  <\/p>\n\n<p>Consciente de que a maior parte da sua popula\u00e7\u00e3o vive da \u00e9poca tur\u00edstica, Espadas pede que n\u00e3o se chegue ao extremo de cortes de \u00e1gua no pr\u00f3ximo ver\u00e3o. &#8220;Se \u00e9 um drama para qualquer cidad\u00e3o, imagine para um neg\u00f3cio tur\u00edstico, os danos podem ser brutais&#8221;, alerta.<\/p>\n\n<p>Mas Espadas sabe que pode n\u00e3o haver outra solu\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o pode ser que todo o Alt Empord\u00e0 dependa da barragem. Estamos a apostar tudo numa s\u00f3 carta. Algumas pessoas mais velhas costumavam dizer &#8220;ai do dia em que a barragem ficar sem \u00e1gua&#8221;&#8230;. E n\u00f3s r\u00edamo-nos. Pois bem, esse dia parece ter chegado&#8221;, conclui o vereador das Rosas.  <\/p>\n\n<iframe title=\"As reservas est\u00e3o muito abaixo das m\u00e9dias hist\u00f3ricas\" aria-label=\"Mapa\" id=\"datawrapper-chart-mDFyg\" src=\"https:\/\/datawrapper.dwcdn.net\/mDFyg\/1\/\" scrolling=\"no\" frameborder=\"0\" style=\"width: 0; min-width: 100% !important; border: none;\" height=\"779\" data-external=\"1\"><\/iframe>\n\n<p>Para alguns especialistas, o Alt Empord\u00e0 \u00e9 simplesmente uma regi\u00e3o cujo modelo econ\u00f3mico exige mais \u00e1gua do que aquela de que poder\u00e1 dispor no futuro. Sem dessaliniza\u00e7\u00e3o e sem esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1guas (como acontece atualmente nas bacias que abastecem Girona e Barcelona), esta zona continuar\u00e1 a estar \u00e0 merc\u00ea da chuva.<\/p>\n\n<p>&#8220;A curto prazo, pouco h\u00e1 a fazer, mas a m\u00e9dio prazo \u00e9 preciso aumentar a reutiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e repensar o modelo agr\u00edcola e tur\u00edstico&#8221;, diagnostica Annelies Broekman, consultora do sector e investigadora em \u00c1gua e Altera\u00e7\u00f5es Globais no centro CREAF. Por muito eficientes que sejam os sistemas de irriga\u00e7\u00e3o e de recolha de \u00e1gua nos hot\u00e9is, argumenta, &#8220;h\u00e1 limites para a efici\u00eancia&#8221;.  <\/p>\n\n<p>Da sua quinta em Figueres, junto aos campos de cereais que ainda n\u00e3o brotaram, Quintana encara o futuro com resigna\u00e7\u00e3o. Ele sabe que a pr\u00f3xima \u00e9poca vai ser m\u00e1, mas tamb\u00e9m sabe que esta seca vai passar. &#8220;Nessa altura, veremos se todos os investimentos que est\u00e3o a ser prometidos agora ser\u00e3o realizados ou se os pol\u00edticos esquecer\u00e3o rapidamente o assunto&#8221;, conclui.  <\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/www.eldiario.es\/catalunya\/zona-cero-sequia-catalunya-embalse-agua-ocho-meses-preocupante_1_10732344.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"225\" height=\"225\" src=\"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/download-14.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13957\" style=\"width:43px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/download-14.png 225w, https:\/\/archive.displayeurope.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/download-14-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 140.000 habitantes da regi\u00e3o de Alt Empord\u00e0 j\u00e1 se encontram em estado de &#8220;emerg\u00eancia&#8221;, na pend\u00eancia de um reservat\u00f3rio quase vazio e de um aqu\u00edfero no m\u00ednimo, enquanto v\u00e1rios munic\u00edpios est\u00e3o a exceder o seu consumo m\u00e1ximo de \u00e1gua.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13856,"parent":0,"template":"","tags":[],"displeu_category":[],"class_list":["post-13913","article","type-article","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/article\/13913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/article"}],"about":[{"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/article"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13913"},{"taxonomy":"displeu_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/archive.displayeurope.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/displeu_category?post=13913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}